quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Emissão de papel, a burocracia não tem fim.

Em pleno século XXI, algumas situações ainda me surpreendem. A burocracia na qual nos vemos envolvidos nos faz emitir cada vez mais papel, resultando em um gasto inútil de energia e de recursos.
O site da revista SuperInteressante, da editora Abril, nos faz um resumo do que é necessário para a produção de papel:
http://super.abril.com.br/ecologia/como-saber-se-papel-mesmo-reciclado-447350.shtml

Para o papel branco:
1 375 KWH DE ENERGIA + 50 M3 DE ÁGUA  + 30 ÁRVORES =
1 tonelada de papel + 400 KG DE CO2

Para o papel reciclado:
550 KWH DE ENERGIA + 2 M3 DE ÁGUA + ZERO EM CORTE DE ÁRVORES =
1 tonelada de papel + 104 KG DE CO2

Achei bem interessante pois fica bem claro o que custa as emissões de papeis em geral. Então, me surpeende que num país que alega ter a consciência ecológica que o Brasil alega ter, que tenhamos uma resolução como a da ANVISA, RDC 44 de 26/10/2010, sobre a retenção das bulas dos remédios. Nada contra isto ser necessário, embora antes deveria ser garantido o acesso aos médicos. O problema é que ontem, ao comprar remédios para a minha filha que estava doente, tive que retornar ao consultório médico pois uma receita não pode conter mais de um antibiótico. E isso que o que ela tinha nem era tão grave. Agora, imaginemos pessoas que precisam tomar vários remédios controlados. Ora, uma receita para cada remédio nos faz imaginar que as árvores e os recursos realmente estão sobrando, afinal, quantos são os brasileiros que precisam de remédios?
Isso ser contar toda a burocracia em si que existe, em que ainda se reluta a considerar o e-mail uma forma válida e comprovada de documentação de procedimentos em geral.
Relato aqui pois considero que são as pequenas ações que podem fazer a diferença.
Arquiteta e urbanista Eliana Hertzog Castilhos

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